Wednesday, July 13, 2005
Percorri o medo, fechando os olhos e observando o vazio.
Por momentos esqueçi-me que estava ali e escrevi um livro com as linhas em branco.
Nelas podería criar a poção que me ausentasse do mundo que me caía em cima.
Francisco não tería o poder de me fechar a janela nem Eduardo o olhar que me despia e rasgava a alma . Eu tinha a poção que servia para os moldar a meu belo prazer e o prazer sería mais forte que a morte .
Os seus genes seríam perfeitos um dia, algures dentro de mim e para lá de mim...
O meu quarto era branco e a varanda um paradão de livros.
As viagens guardava-as num envelope sem destino .
Eduardo abre a porta do meu quarto e diz:
- Que tela mais abstracta ...Rupestremente incognita ! Que fazes? pensas na vida , na morte e nos livros que nunca tiveste coragem de editar? Onde escondes-te aquele diario? Pergunta-me
Ele sabia do diario que a minha avó tinha levado para lá do tempo quando eu lhe pedi que ela o escondesse na terra e me viesse provar se a terra tería mais alem de vermes e de anjos.
A minha avó era a referência do poder. ..Tinha sobrevoado o mundo e ofuscado as estrelas mais brilhantes mas suicidou-se quando se apaixonou por um indio que fumava cachimbo e plantava papoilas que não tinham cor.
Ela desejava que ele lhe alterasse as rugas que lhe incomodavam o olhar e lhe estendesse um tapete branco sempre que ela provava um orgasmo multiplo.
Morreu acreditando ter sido das papoilas que não tinham côr mas sentiu-se um anjo quando me segurou na mão antes de partir
- Não estou a morrer filha! Não creias em falsos poderes nem te apaixones por eles! O prazer nunca será o que vês mas sim o que sonhas para alem dele!
Depois de quase vinte anos sem perceber o significado dessa frase dei por mim rebuscando o passado como se isso fizesse sentido nas palavras de Eduardo e na janela de Francisco.
Por momentos esqueçi-me que estava ali e escrevi um livro com as linhas em branco.
Nelas podería criar a poção que me ausentasse do mundo que me caía em cima.
Francisco não tería o poder de me fechar a janela nem Eduardo o olhar que me despia e rasgava a alma . Eu tinha a poção que servia para os moldar a meu belo prazer e o prazer sería mais forte que a morte .
Os seus genes seríam perfeitos um dia, algures dentro de mim e para lá de mim...
O meu quarto era branco e a varanda um paradão de livros.
As viagens guardava-as num envelope sem destino .
Eduardo abre a porta do meu quarto e diz:
- Que tela mais abstracta ...Rupestremente incognita ! Que fazes? pensas na vida , na morte e nos livros que nunca tiveste coragem de editar? Onde escondes-te aquele diario? Pergunta-me
Ele sabia do diario que a minha avó tinha levado para lá do tempo quando eu lhe pedi que ela o escondesse na terra e me viesse provar se a terra tería mais alem de vermes e de anjos.
A minha avó era a referência do poder. ..Tinha sobrevoado o mundo e ofuscado as estrelas mais brilhantes mas suicidou-se quando se apaixonou por um indio que fumava cachimbo e plantava papoilas que não tinham cor.
Ela desejava que ele lhe alterasse as rugas que lhe incomodavam o olhar e lhe estendesse um tapete branco sempre que ela provava um orgasmo multiplo.
Morreu acreditando ter sido das papoilas que não tinham côr mas sentiu-se um anjo quando me segurou na mão antes de partir
- Não estou a morrer filha! Não creias em falsos poderes nem te apaixones por eles! O prazer nunca será o que vês mas sim o que sonhas para alem dele!
Depois de quase vinte anos sem perceber o significado dessa frase dei por mim rebuscando o passado como se isso fizesse sentido nas palavras de Eduardo e na janela de Francisco.